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Da dor como rotina

28/07/2017

cervical

Dor. É para ser um evento esporádico. Mas às vezes não é e precisamos conviver com essa realidade.

O ombro direito, até o meio do braço, me dói todos os dias há meses. Na última semana, um ponto a meio caminho entre a nuca e o pescoço, também do lado direito, lateja continuamente. Com esse latejar constante, é comum que a cabeça comece a doer junto. Ontem, foi tão intenso que deu náuseas. Ocasionalmente, isso inclui a participação da minha cervical.

Não se preocupem porque não é nada grave. Só resultado da postura para trabalhar, mais deixar pequenas dores se acumularem sem cuidar, mais uma somatização absurda.

Porque me dói o corpo, mas a alma dói mais ainda. Nunca pensei que a deslealdade e a ausência pudessem doer tanto. Como se tivessem arrancado um pedaço e estivesse em carne viva. E tiram a casquinha todos os dias, porque é importante que permaneça sangrando.

O aprendizado com essa constância é ter paciência consigo mesma e seguir em frente. Todo dia é preciso avaliar até onde dá. O que eu consigo fazer. Até onde dou conta de ir. Forço um pouco mais ou pego um pouco mais leve comigo? Todos os dias tenho que descobrir a resposta.

Não estou só. Tenho amigos queridos e uma terapeuta maravilhosa que me permitem transpor de uma semana para a seguinte. Mas a decisão, essa, do até onde, do até quando, do até quanto, apenas eu posso tomar.

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