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Peso invisível

31/05/2017

tristeza

Sempre há alegria nos dias. Algumas risadas, tarefas bem feitas, ou stress e novas decisões. Tudo vem e tudo vai, como o budismo prescreve.

O que não sai do peito é essa tristeza. Está  aí há tanto tempo que já começo a me acostumar com ela. Esse vazio. Uma ausência. Que mesmo entre o riso e as alegrias não dá paz.

O peso do teu silêncio.

Engordo lentamente. Logo vou me tornar algo insosso, informe e flácido como certa gente infeliz e conformada que conheço.  Conformar-se com a perda do especial, com a manutenção do burocrático, com as infelicidadezinhas diárias é a patologia do século. Embucharemos engasgados em nossa infelicidade com coca, nutela e outros lixos disfarçados de alimento.

Engolimos as toxinas da nossa tristeza, que também são lixo. E com ela soterramos nossa alma e os pontos que ousaram sair da curva.

 

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