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Rompe

15/05/2017

corda

Na vida, eu me apaixonei por muitas pessoas. Muitas.

Mas algumas eu julgava especiais. Porque algumas eu acreditava que não eram capazes de abandonar. Nem todas eram relacionamentos românticos.

E a idade me ensinou uma coisa sobre isso. Existe um fator comum aos seres humanos. TODOS ABANDONAM. Cedo ou tarde. Amigos, namorados, irmãos, filhos.

E alguns pais. Não deixo de pensar que os que não o fizeram foi só porque a morte os levou antes..

E é cada vez mais comum. É a solução mais prática. Ou a única, segundo alguns, para justificar seu grau de covardia.

O abandono resolve a tristeza que eu não quero ver. O peso que eu não quero carregar. A decisão que eu não quero tomar. O abandono é o que é justo para mim. Porque eu não posso carregar o mundo nas costas. E merecimento não tem nada a ver com isso, segundo muita gente boa que eu conheço.

Enfim, o que eu estou a fim de fazer prevalece sobre tudo. Prevalece sobre o sofrimento do outro, sobre a sua necessidade. O que eu estou a fim de fazer justifica tudo.

E o que eu descobri com os anos é que isso os nivela a todos, meus queridos.  Homens ou mulheres, vocês são todos iguais. O amor que eu tenho por cada um é os que os distingue. O amor que não conseguem sentir por mim os iguala.

 

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